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Florianópolis é um celeiro de arte e artesanato. Do tipo alternativo, rústico, movido à inspiração, criatividade e sustentabilidade. Anos atrás, tipo 25 anos, fiz um curso de tear, no Mercado Público, no centro da cidade. Foram 3 tapetes com técnicas e cores diversas. E, totalmente tortos. Foram os únicos tapetes de tear que fiz. A técnica não me seduziu: o processo, os movimentos, a poeira, o esforço físico, o resultado final. Das artes tradicionais da ilha, é a cerâmica que mais me encanta (não o tear). Não sei quanto é realidade, quanto é fantasia na arte de produzir artefatos e esculturas em barro. O que sei é que adoro cerâmicas exclusivas, e o quanto gostaria de fazê-las eu mesma.

Como tudo na vida, o melhor jeito é fazer e ver o que acontece. Amar ou odiar são possibilidades do novo.

Com o término do curso de Arteterapia, a curiosidade quanto ao uso terapêutico da argila me motivou a buscar possibilidades de prática e estudo.

E possibilidades de curso de cerâmica em Florianópolis, é o que não falta.

A primeira opção sugerida é gratuita e vai ao coração da arte em barro na ilha. A Escola de Oleiros Joaquim Antônio de Medeiros, em São José (arredores de Florianópolis), é referência na tradição oleira do estado. Professores e materiais são por conta da Prefeitura Municipal de Florianópolis. A taxa cobrada de R$ 20,00 serve para pagamentos diversos da escola.

O curso é de 3 anos. 2 vezes por semana. 2 horas cada aula = 4 horas semanais.

As técnicas abordadas são o torno, o figurativo e o acordelado. Pretendo saber mais sobre cada uma destas técnicas, e depois, escrever sobre elas.

Infelizmente, por questões de “sob nova direção”, não estão acontecendo aulas de acabamento em pintura. Aprende-se do sovar e trabalhar o barro, preparar e queimar a peça em forno elétrico e/ou à lenha.

Zanzando pela escola, me deparei com várias esculturas em diversas fases de acabamento e peças utilitárias já queimadas, prontas para o acabamento final. Óbvio que me encantei e me horrorizei ao mesmo tempo.

Será que quero?

De qualquer forma, “quem não arrisca não petisca”, não é mesmo?

A maior dificuldade é a distância. De casa até a escola são 45Km de ida + 45 Km de volta = 90Km por aula. 2 aulas por semana = 180 Km.

Ou então, fazer aula em atelier particular, esparramado em qualquer canto da ilha. São vários, cada um com propostas mais interessantes, técnicas de acabamento e pintura mais exóticas e sofisticadas que outros.

Me recomendaram o espaço da ceramista Vânia Bueno (acima). Vai ser, tipo assim, um pós graduação em cerâmica. Ou quem  sabe algum estúdio ou ateliê em Santo Antonio de Lisboa ou no João Paulo. As opções são várias se o enfoque for o fazer cerâmico.

Quando o enfoque se tornar terapêutico, o curso da a psicóloga curitibana Maria da Glória Bozza “Argila – Espelho da Auto-Expressão” será tipo, meu doutorado em cerâmica. Projeto para um pouco mais adiante.

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