Tags

, ,

O artigo científico de conclusão do curso de Arteterapia ganha forma e conteúdo.

O tema: a Pintura como forma de expressão, uma ferramenta psicológica de alto impacto, incrivelmente prazerosa e reveladora do universo inconsciente de cada um de nós. Alguns chamam esta técnica de Pintura Espontânea, outros de Pintura Intuitiva.

Gosto de pensar que são Diálogos do Inconsciente.

Afinal, qualquer um pode praticá-la, pois não é necessário nenhum conhecimento prévio na arte pictórica. Sei do que estou falando. O resultado são telas exclusivas e cheias de personalidade. Por este motivo, decidi desbravar o que acontecia quando juntava lona preta, tinta, telas, varetas, água e pinceis + a vontade quase insana de ganhar espaço e encontrar alguma forma de revelação para minhas emoções. O resultado sempre me surpreendeu. O processo também. Entender teoricamente o que fundamenta a arte abstrata, como e porque ela acontece, foi mais que atender uma exigência acadêmica. Foi uma busca pessoal e um desafio profissional. Uma extensa referência bibliográfica já fundamenta o que tantos outros já viveram e sentiram. De Pollock a Miró, Picasso e Kandinsky, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Portinari e outros tantos.

Todos, artistas a frente de seu tempo, conectados a seu próprio tempo.

Deste extenso trabalho, estudo e reflexão, uma nova construção profissional ganha forma. Um reinventar-se acontece. E tudo, absolutamente tudo, decorrente da escuta atenta do que a intuição e o inconsciente pessoal tem a dizer. A mim, a você, a qualquer um que esteja aberto a mergulhar nas profundezas do próprio mundo interno.

“ A pintura permite que o “invisível se torne visível”. (Paul Klee)

RESUMO

O presente artigo visa estabelecer uma relação entre a arte abstrata, o círculo psico-orgânico criado por Paul Boyesen e a psicologia analílita de Carl Gustav Jung. Para tanto, busca na arte e na vida do pintor norte-americano Jackson Pollock algumas referências quanto ao processo psicológico que desencadeia um tipo especial de arte, com uso específico de técnicas e materiais como forma de expressão do mundo inconsciente de quem pinta. A autora deste artigo, assim como Pollock, utilizou-se dos mesmos recursos artísticos, como forma de expressão e busca de resolução egóica. A profusão dos trabalhos pictóricos e o bem estar psíquico conquistados – tanto pela forma, como pela intensidade artística – confirmaram a importância da arte com fins terapêuticos, através da linguagem e expressão do Inconsciente.

Palavras Chave: Arteterapia; Pintura Abstrata; Jackson Pollock; Carl Gustav Jung; Círculo Psico-orgânico – Paul Boyesen

INTRODUÇÃO

“Pollock , Jung e eu – a pintura como método arteterapêutico” – é o relato de uma experiência pessoal vivida durante um período de grandes mudanças e adaptações pessoais. Uma casa nova, num lugar absolutamente novo, uma nova condição de vida pessoal (menopausa) e conjugal (aposentadoria do marido), o distanciamento dos filhos (Ninho Vazio) e todos os desafios próprios do desenvolvimento normal do ciclo vital humano.

Neste ínterim, a pintura clássica cede lugar à pintura abstrata de forma inconsciente e intuitiva, tornando-se uma ferramenta arteterapêutica essencialmente autodidata. O único objetivo, a expressão e a vazão de emoções e sentimentos obscuros e efervescentes. A manifestação majestosa e inequívoca do Inconsciente.

Passados quatro anos, mais de 20 telas produzidas, o ciclo pictórico se fecha. O ciclo psico-orgânico de Paul Boyesen avança e cede lugar a um novo movimento, a uma nova etapa de vida.

Um novo ciclo se inicia. Uma nova necessidade se apresenta.

Ao relato deste processo pessoal serão anexadas fotos de algumas obras abstratas, referencial bibliográfico sobre a terapêutica contida no uso de tintas e outros materiais plásticos, e por fim, uma conclusão pessoal sobre a vivência deste processo arteterapêutico.

Por enquanto, apenas o começo do começo. Resumo+ Palavras Chave + Introdução.

Anúncios